domingo, 1 de abril de 2012

Mitologia escrava ou Livros e a mágia

Na minha mitologia sobre o universo, há um capitulo separado para os livros. O livro, essa entidade mágica da engenhosidade humana, é muito mais que um papel com tinta desenhando símbolos aleatórios, é uma força poderosa de alteração de um ser humano. Pensando na evolução do homem, os povos que simplesmente anotarão as coisas, desenvolveram muito mais rápido num sentido tecnológico, das que permaneceram apenas na oralidade. Levando em conta que o registro e o conhecimento de simbolos, têm o poder de alterar seu estado de espírito, me faz pensar que isso tem um poder superior, uma onda boa mesmo que o livro consegue te causar. Digo isso não de qualquer papel com tinta, e sim dos grandes clássicos, das grandes leituras que se pode fazer dessa louca aventura num universo sem sentido, escrita por homens que vieram a esse planeta apenas para pensar nisso. E eles pensando muito sobre isso, conseguiram transcrever uma energia gerada com o raciocínio cerebral, em uma atividade física que se converteu em uma anotação, que anos mais tarde, em uma biblioteca qualquer, esse local de poder na sociedade que vivemos, eu consigo ter acesso. É interessante pensar que essa energia gerada uma única vez, é liberada toda vez que alguém a ler. Uma pilha de conhecimento, de raciocínio, que altera seu modo de viver, de pensar, de falar, de agir, de atuar nesse mundo espetáculoso. E assim, você descobre e aprende algo incrível que talvez nunca soubesse, simplesmente porque em algum momento você arriscou a obter uma carga de energia condensada por algum homem que transformou suor em magia. Em qualquer lugar do tempo e em qualquer lugar do mundo, a leitura de um clássico é uma das experiências únicas que existe na vida de um ser humano, principalmente para nós que somos do futuro, anos luz há frente de homens que sob a luz de velas, em precárias condições, colocaram em sua mão todo o poder que durante anos eles lutaram para conquistar, de uma forma simples e perfeita, te deram o poder de pensar. Escrever um livro nada mais é que educar, pois a partir do momento em que você altera o modo de agir e pensar de uma pessoa, você a guia para um caminho que talvez ela nunca iria. Por isso que às vezes da medo escrever, porque a gente tem medo do que aquilo pode virar. Mas é tão prazeroso, com a ajuda de um computador, transformar a energia que bilhões de neurônios estão trocando na sua cabeça, e registrar esse tanto de pulso nervoso em uma caixa virtual, formada por outros tantos pulsos elétricos, e poder armazenar em um mundo virtual, tão futurista que mal ainda entendemos, que fico pensando no quão difícil não foi para aqueles homens que contavam apenas a força braçal transformar tanta energia. Não sou agnóstico, e essa energia que falo é a mesma que a ciência classifica como a base de tudo no nosso universo; por isso é interessante pensar essa nossa mitologia cientifica que possui a mesma moral dos escravos fugidos do Egito, que há mais de cinco mil anos tentaram explicar tudo isso. Num turbilhão de pensamentos, de energia circulando ativamente, é que percebemos o que realmente somos e o quão evoluídos estamos em uma cadeia universal. E pensar que somos apenas energia que sabe que é energia, a mesma conclusão que chegaram aqueles escravos do Egito. Pobres homens que cansados de serem maltratados, resolveram tomar um remédio tarja preta para depressão, e olhando para o próprio umbigo, resolveram criar um deus que seria sua imagem e semelhança, pois assim eles seriam suficientemente por serem filhos de Deus. E cinco mil anos depois, numa coincidência programada, usando a mesma moral chegamos a mesma conclusão. Há então de se pensar que ciência é essa e a que queremos realmente chegar com ela, pois há riscos demais nisso. Cada vez mais, mais e mais livros com poderosa carga de energia acumulada de milênios de trocas estão por ai, e qualquer um pode conseguir obter esse poder. É tudo muito confuso, tudo muito abstrato demais, mas curiosamente interessante. Creio que há a necessidade da ciência utilizar-se mais de uma filosofia oriental, de uma religião como o budismo, que não busca a cura para o que ainda não existe, e sim para o fim de todo sofrimento humano. Estamos assim como os escravos do Egito, criando ilusões que chamaram de pecado, para depois vir com a solução, que eles em depressão criaram, um paraíso pós vida, ao lado de todo mundo e de sua imagem e semelhança, Deus. Estamos da mesma forma que os pobres hebreus depressivos que viveram a cinco mil anos, criando pecados, formas de nos matar, para logo depois chegar com a cura, uma nova tecnologia que vai te salvar. E assim caminha a humanidade,num rumo reto, rumo a um tempo que nunca virá, na eterna busca pelo futuro, pregando a esperança, pois esperança é tempo futuro, que nunca virá. Eis que poderíamos começar a pensar diferente, se não é mais interessante acabar com tudo aquilo que nos faz mal, parar de nos matar, e pensar que o pecado é simplesmente ter toda a tecnologia do mundo e viver como um escravo. Enquanto a moral do escravo hebreu não for contestada, enquanto continuarmos a sermos escravos, nada irá mudar, apenas algumas figurinhas que são as mesmas de sempre, pois não vieram para nos salvar. Não há salvação, e sim ausência de dor. Não existe paixão, ta faltando Amor! O grande Rei Davi, patriarca dos escravos, pedia a Deus quando tinha que sair na escuridão,diria: “Preservai-nos, Senhor,das coisas terríficas que andam à noite..." Rei Davi, não seria mais simples acender a luz? Temos a tecnologia para não mais temer a noite, porque ainda a tememos? Porque é mais fácil ter medo que acender a luz, é mais fácil orar que agir, e mesmo a ciência que se diz a Luz na escuridão humana, é apenas uma luz no fim do túnel, porque ela não consegue iluminar o túnel inteiro. Mas não é por falta de energia, é porque ela também acredita que para que ela continue brilhando, como um unico Deus, a escuridão precisa reinar. Coincidência ou não, hoje os humanos resolveram celebrar nossa ignorância, e apagar as luzes durante uma hora. Apagamos a luz e no escuro, começamos a chorar, pois para mudar alguma coisa, temo que repensar em como estamos pensando.



Um minuto de silêncio para você pensar...



Um salve a todos os homens, que em algum momento converteram sua energia cerebral em símbolos, que hoje milênios depois eu consigo absorver. Ta faltando amor no mundo, porque estamos gastando mais do que absorvendo energia. Ta na hora de trocar energia, não de economizar. Acenda a luz, pois se cada um acender a sua, iremos juntos nos iluminar.

terça-feira, 27 de março de 2012

Deixa de bobeira deixa de bobagem

Não quero mais a moral dos escravos do egito,
Não quero mais ter que calar o meu grito,
Vamos viver a democracia do riso,
E cantar até o fim da vida,
Como é bom tudo isso,
Como é bom, Como é bom
Como é bom tudo isso!


Não há nada mais a dizer,
Tá tudo ai para você ver,
Tudo ai para você fazer,
Então desligue a teve
E vá lá pra fora,
Ver o Sol nascer,
Só pra poder cantar e dizer,
Como é bom viver,
Como é bom , como é bom
Como é bom Viver!



Porra!

sexta-feira, 16 de março de 2012

Céu Azul

Manha chuvosa na Bhbilônia, e ao invés de continuar dormindo na cama quentinha resolvi ir comer um pastelzinho no Céu Azul. Aventura desnecessária porem divertida de se fazer em meio a uma garoa fina e enxurradas nas ruas. De casa em descida rápida se chega ao córrego Olhos D’agua que divide meu bairro com a agitada cidade que por estar engolida pela metrópole, dão o nome de bairro. Mais de 40 mil pessoas vivendo naquele lugar, que tem sua rua principal mais movimentada que a grande maioria dos municípios mineiros, gente de fora que migrou e ali se encontrou um tanto quanto perdido, mas em casa. Subindo a rua principal, fugindo das enxurradas, e dos carros motos e caminhões que circulam sem parar pela rua, fui pulando as poças e me ensopando aos poucos. Adorável cheiro de sacolão nas esquinas, mas meu olfato só se interessava pela gordura escura que fritava pasteis do outro lado da rua. Um pastelzinho não faz mal a ninguém, mas como primeira refeição do dia, era de se esperar coisas menos gordurosa. Mas quem se importa, quando no caminho já tinha visto alguns bares abertos, com alguns heróis tomando uma cerveja e beliscando um salsichão fatiado, que me fizera ter forças e pensar que um dia ainda posso ficar pior. E com esse consolo dos alcoólatras ou ídolos , comi o pastel que acordei sonhando, e em lento caminhar, voltei sem mais me importar com as poças, nem com as buzinas, o barulho, a garoa, a multidão que se esbarra sem se olhar. De loja em loja, passando por todo tipo de comércio, caminhei pra casa satisfeito e pensando no dia que chuvosamente viria se desmanchar. Mas ai olhei pro céu e no meio de todo aquele cinza havia um buraco, um buraco de nuvem, pedaço de céu...Azul, daí o nome dessa pequena cidade imersa no caos Bhbilônico, e eu ali mais tranquilo, vendo aquele pedacinho de céu, que me fez sorrir, mesmo na lama, mesmo na chuva. E é por isso que sempre estou aqui de bom humor, por que aqui de casa, não importa o clima, nem a hora, aqui de casa da sempre pra ver o Céu Azul!

segunda-feira, 12 de março de 2012

Tropical de Altitude

Um mar de desilusões no rosto das pessoas, e suas caras deprimidas só mostram que está tudo errado nesse nosso modo de vida. Sorriso pago é caro demais, e assim às pessoas assistem ao delírio criado pela televisão do jargão, onde a comédia não é riso é repetição. A chuva cai e leva os prédios construídos sobre os brejos da lei, em rápidas manobras como as de Reis, construir e fazer cidade, não viver. A chuva inunda a cidade nos fundo dos vales, e arrasta os carros para criarem heróis e vilões, nas repetidas e clássicas tragédia dos verões. Não há o que fazer quanto a isso, a natureza sempre existiu, você só a esqueceu porque passa o dia sob a mesma luz e temperatura, cercado de máquinas e pessoas sem expressão, criando e fazendo trabalhos que você nunca pensou em questão. No fundo dos vales os rios cobertos pelas avenidas, engolem as casas e as pessoas, e ninguém se lembra que naquele local, há cento e cinqüenta anos, na antiga fazenda do Seu Braz, uma grande inundação matou o gato e acabou com sua plantação. Como não havia o Super, ninguém sabe dessa historia, que se repetem todos os anos, mas todo ano parece que foi a primeira vez. A natureza é manchete, não o real. A chuva agora engole a zona sul, enquanto cai um prédio, outros três são postos de pé, até que num efeito dominó, toda a zona sul se desmanchará no seu próprio peso, digno de se assustar. A lagoa poluída e suja, se chama Pampulha e ninguém pode nadar. É proibido entrar na água, mais fácil por placa do que limpar. E quanto ao ato de caminhar e se exercitar, até nisso sua liberdade é iludida, pois você assistiu no jornal o tal jeito certo de andar. Mas há quem diga que essa cidade é a boa de se morar, outros irão odiar, só que nada adiantar vive-la se você não sabe aonde você está. Então belorizontinos, subam os morros e serras da cidade, e vejam aonde vocês estão vivendo. Olhem e pensem um pouco, e vejam se isso é que o que queremos. Um belo cenário de morros, com serras de pano de fundo, mas os rios foram cobertos por carros, não há banho para os homens imundos. Sobrou apenas o choro, as lágrimas e o stress. O circo foi destruído, e ainda não ficou pronto, o pão nessas terras é liquido e custa caro, não dá pra comer água em tempos de seca braba. Eu que planto, me espanto ao perceber que a comida orgânica é muito fácil de fazer. E é vendida caro, porque te aprisionaram num apê, sem espaço para plantar a própria comida, impedido de comer. Caro é o preço da terra que se ergue aos céus, e da baixa Bhbilônia só se espera o terror dos homens das pedras, sem esperanças na sociedade que vive dela. Enquanto a moral do escravo reinar como base de nossa sociedade, sempre seremos escravos, trabalhadores e homens sem felicidade, nunca livres, vivendo a incrivelmente mentirosa e propagandeada liberdade. A prisão é sua própria realidade, sua casa é cercada por grades de segurança máxima, mas não é para impedir que o inimigo entre, é para que você não fuja a noite de casa. A rua é perigosa, sua mãe não pode saber, e ai com cerca elétrica como cê vai fazer? Vai ter que abrir o portão e exparrar que saiu, e a rua escura sob a luz laranja, só pode te trazer o mal e o frio. Frio que escorre do topo das serras, trazendo manchetes em abril, fim das chuvas que só irão voltar em tempos primaveris, quando a Natureza será vilã , nos jornais imbecis. Tropical de altitude, seis meses chove seis meses seca, e ninguém se dá conta que isso é a nossa única certeza. Que o clima é fácil de ser entendido, o porque da cidade ser construída sem pensar nele é que me torra o juízo. Oh esses homens que se dizem sábios, que fizeram tamanha obra, que desaba todo ano em eterna repetição, mais fácil que entender o clima é saber a questão. Ou nos tornamos parte da natureza, ou sempre perderemos a guerra. Quem é mais forte não é a gente, muito menos ela, o que é forte é o planeta inteiro, então porque não se unir a Terra? A greve vem ai, aproveite e não vá trabalhar, você já tem uma desculpa para poder passar horas e pensar, no que a sua vida tem sido e no que você realmente quer conquistar. Não que seja fácil, mas se isso ao menos começar a incomodar, pode ter certeza que para os seus filhos, isso você já vai poder ensinar, e ai quem sabe uma próxima geração não venha, para um dia rir de nós, e dizer que éramos os mais bárbaros homens de toda a historia, pois não fazíamos absolutamente nada mesmo sabendo demais. Nada para impedir o massacre do ser humano, que se tarja de preto, para que ao ligar a televisão, ouça aquele velho jargão e sorria sem pensar em seu leito. No fim há esperança, mas não há como chegar nela, pois assim como as nuvens na atmosfera, é ela que pode chegar em nós, trazendo raios e trovões e muita água para a cidade inteira inundar. Corram para as montanhas, diz a placa da avenida, em caso de chuva forte, fuja para cima. Mas não se esqueça, nem de ter esperança, nem de nosso clima. Tropical de altitude, só pra avacalhar a rima.

sexta-feira, 9 de março de 2012

A normal!

Nada mais normal que achar tudo normal,
e não ser normal, legal e tal,
as vezes anti-social que tem que fazer um social,
dar um oi e um tchau, sorrir para o mal,
só para te acharem o tal, legal, normal.

Surreal o tropical invade a cidade, trazendo divertidas formas de arte
Invade e domina sua cultura, de rua nua crua, injusta, forma de viver
Viver então de arte, alegria, e fazer dessa correria, da cidade sem vida,
A vida de arte, na cidade, de manha, a tarde, fazer arte, arte fazer!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Ritual Noturno.

Toda noite, antes de ir deitar para dormir, tenho que fazer todo um ritual de limpeza das roupas de cama. Primeiro levantar a poeira que cai todos os dias do teto, fuligem traga pelo incessante vento marinho, e por mais que eu tente não adianta, sem forro no telhado, toda a poeira cai sobre minha cama, e assim todo dia, antes de ir deitar tenho que repetir o mesmo ritual que por mim eu nunca faria, o de arrumar a cama. Pegar toda a roupa de cama, o saco de dormir, o endredas e o lençol, tirar todos da cama, balançar e bater a mão para sair tudo, depois estender e colocar o lençol, dobrar o saco de dormir para ajudar de travesseiro, e depois abrir o endredon e coloca-lo de lado para o caso de precisar na madruga. É assim, você vai descobrindo que não adianta fugir dos ensinamentos de mãe, e que por mais que eu quisesse não fazer isso, a natureza tratou de me forçar. Pura coincidência de sabedoria? Creio que não. Ligação mess, quês fala!

domingo, 25 de dezembro de 2011

Viva o mundo vivo 2!

Após ver um pôr do Sol no topo de uma duna nas proximidades de minha casa, percebi o quão interessante é essa relação homem planeta Terra. Das formas geográficas mais interessantes, a sílica, a conhecida areia é a mais incrível de todas. A areia, essa farofa de pedra, é parte presente nos diversos lugares maravilhosos que já vi, simplesmente porque seu ciclo geológico, e as formações derivantes disso, tendem a formar lugares belos. A areia na duna se molda ao seu corpo, e assim qualquer posição que você se sentar será uma boa posição, encaixado na maleável rocha. Essa areia quando coberta por lama, ou outras rochas, começa a endurecer, e se transforma em arenito para formar as maravilhosas falésias do litoral nordestino, ou os grandes platôres do Jalapão, ou ainda os mega terraços do Tapajós, tão belos como de qualquer praia litorânea. Mas a areia passa ainda por uma outra metamorfose, e dessa vez mais drástica, e transforma-se metasedimentarmente em quartzito. A serra do Espinhaço, tão bela e brilhante, nada mais é que um antigo campo de dunas marinhas, de mar raso, acumulação de areia, cozinhadas em alta pressão e temperatura, e depois elevada aos céus com imensa desenvoltura, num processo de milhões de anos, que culminam com a rocha que aflora sobre um pico onde posso assim como aqui no litoral , apreciar um belo pôr do Sol. Na nossa minúscula participação no tempo do planeta, curtir esses lugares em que se pode ver a ação do tempo e dos processos que nele ocorrem é incrível. E é incrível descobrir que a areia, tão odiada na maioria das vezes, é uma das responsáveis pelos mais belos exemplares da natureza, é a forma primordial de entender que nós, não somos mais que um grãozinho nesse enorme campo de dunas do universo.