quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

BH116

Belo Horizonte está completando hoje seus 116 anos de construção, mas na boa, não há NADA para se comemorar.  Belo Horizonte é uma cidade localizada num sitio incrível! Protegida por serras, com um céu inacreditavelmente limpo e com ar puro, com rios límpidos e cachoeiras por toda parte, mata atlântica e cerrado convivendo lado a lado e tudo isso em meio ao aconchego da hospitalidade das boas almas mineiras. Mas isso é passado. Hoje a cidade de 116 anos é o retrato de uma sociedade deprimida, sem esperanças, alcoólatra e ainda sim tradicionalmente estúpida. Defensora de um modo de vida insustentável, controlada por um prefeito empresário, reacionário, sanguinário, genocida e que acredita que a cidade não é lugar de pessoas e sim de reprodução do capital. Cidade que desde seu inicio expulsou os moradores para dar lugar ao tal progresso. 116 anos expulsando os moradores, legitimando a violência em prol de um progresso que nunca beneficiou ninguém e que hoje só se mostra como um regresso ao que os americanos do norte faziam a cinquenta anos atrás. Destrói e reconstrói, faz e desfaz, e com a mão de ferro do prefeito, mata o pobre e o preto que aqui Jaz em nome dos brancos e ricos. Especuladores, estelionatários da terra, homens que não importam com outros homens, porque afinal são de uma espécie evolutivamente atrasada. E o poder dado a esses homens, faz do Curral Del Rey um símbolo da lavagem de dinheiro protegida pela mídia comprada com o dinheiro lavado. A chuva cai e arrasta os carros, e os homens reclamam de são Pedro, não dos verdadeiros culpados. Uma chuva fina cai hoje sobre a cidade, garoa de finados, pois é isso que me lembra a capital do século 16 anos depois do centenário. Aqui já um Belo Horizonte, hoje sufocado por carros, prédios e o lamentar dos homens que sofrem cotidianamente aguardando o fim da vida pra em fim se libertarem da cidade que os sufoca. Saludos belorizontinos, e deixemos de nos comportamos como se BH fosse o melhor lugar para se morar, pois só acredita nisso quem nunca saiu do centro sul ou de seu bairro. 

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